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Alcoutim tem a maior Central Fotovoltaica do País

Central Fotovoltáica de Alcoutim
O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, esteve ontem em Alcoutim e inaugurou a Central Fotovoltaica Riccardo Totta, o maior projeto do género até agora existente no País.

O ministro do Ambiente e da Ação Climática, João Pedro Matos Fernandes, esteve ontem em Alcoutim e inaugurou a Central Fotovoltaica Riccardo Totta, o maior projeto do género até agora existente no País.

É convicção do minisstro que projetos como este «vão tornar o preço da eletricidade mais estável e mais barato, porque a produção de eletricidade a partir de fontes renováveis é muito mais barata do que a partir dos combustíveis fosseis» disse o ministro durante a conferência de Imprensa e acrescentou: “Este tempo em que o mundo enfrenta uma crise energética, nós estamos bem mais preparados do que os outros e quantos mais projetos como este entrarem em funcionamento, melhor preparados estaremos num futuro próximo”.

Para o diretor de projetos da WElink para a Penísula Ibérica, Hugo Paz, o projeto «preserva totalmente o habitat natural de várias espécies endógenas”,

Paulo Paulino, vice-presidente da Câmara Municipal de Alcoutim, representou a autarquia em substituição do presidente Osvaldo Gonçalves, esteve ausente “por motivos de força maior”, revelando que o projeto tem um investimento de cerca de 200 milhões de euros no concelho, classificando-o como o maior alguma vez feito o território do interior do Algarve. Relevou o compromisso da empresa em mudar a sua sede social para o concelho e o recurso a empreiteiros locais, durante a execução da obra.

Há uma a nova dinâmica económica criada em todo o concelho, com especial incidência nas áreas do material de construção, oficinas, restauração, distribuição alimentar, hotelaria, alojamento e farmácias que «Tem sido muito importante para todo o comércio, contrariando os efeitos adversos causados pela pandemia».

.Além dos colaboradores contratados, a central fotovoltaica conta com rebanhos de ovelhas, que através da sua alimentação contribuem para a manutenção do corte da vegetação, sob os painéis.

As ovelhas, o que fazem é comer o pasto e, dessa forma, reduzem o crescimento do pasto e permitem que a manutenção do corte da vegetação. O que as ovelhas comerem, nós não precisamos de cortar”, explicou.

As ovelhas são acompanhadas por pastores locais, que já estão no local com o primeiro lote. No futuro, vão chegar mais duas centenas de ovelhas.

Um dos maiores do género na Europa

Localizada nas freguesias de Vaqueiros e Martim Longo, no interior do Algarve, a central agora inaugurada conta com uma potência de 219 megawatts e 661.500 painéis de energia solar instalados em 320 hectares dos 800 hectares inicialmente previstos no Estudo de Impacto Ambiental.

Segundo Hugo Paz, o projeto Solara4  irá gerar 382 gigawatts por hora de energia limpa, o que equivale ao abastecimento de, aproximadamente, 200 mil casas e uma redução de 326 mil toneladas de emissões de dióxido de carbono por cada ano.

Classificou-o com características únicas que o tornaram num caso de estudo a nível mundial devido à área montanhosa e à «extrema complexidade logística do local devido à obrigatoriedade, por questões ambientais, de utilizar apenas os caminhos existentes».

Após a conclusão desta primeira fase do projeto, Hugo Paz admite que no futuro, que não definiu, existe o objetivo de continuar a desenvolver o seu potencial, com a implementação de sistemas de armazenamento que irão ser determinantes para alterar e revolucionar o panorama energético do País.

Contudo, adianatou que pode vir a ser instalados mais painéis nas zonas livres do terreno, além do sistema de armazenamento que poderá chegar aos 70 megawatts.

Um olho na rendibilidade

Uma central como esta, uma vez que está a produzir energia, a mesma tem de ser injetada obrigatoriamente na Rede Elétrica Nacional e não a podemos guardar. Mas se tivermos uma capacidade de armazenamento, podemos usar essa energia de uma forma mais inteligente e injetar nos horários onde o preço é mais elevado e assim contribuir para o controlo dos custos de energia”, explica.

Sendo um projeto de grande dimensão, requer uma manutenção bastante difícil e Hugo Paz salientou que podem vir a contratar vinte pessoas para assumirem os trabalhos de controlo da vegetação, a limpeza dos painéis e a manutenção do ponto de vista elétrico, que será feita com equipas locais e da região.

O porquê do nome da Central Fotovoltaica

A inauguração contou ainda com a participação do secretário de Estado Adjunto e da Energia, João Galamba, e de representantes das entidades envolvidas no projeto.

Localizada nas freguesias de Vaqueiros e Martim Longo, no concelho de Alcoutim, no nordeste algarvio, a central fotovoltaica, com uma potência de 219 Megawatts, é a maior, atualmente, a operar em Portugal e uma das maiores da Europa não subsidiada, promovida pela WElink Energy/Solara4 em parceria com a China Triumph International Engineering Company (CTIEC), segundo explicam os responsáveis pelo projeto, acrescentando que, “comparativamente, é cerca de cinco vezes superior à Central da Amareleja, que, em 2008, era a maior central solar do mundo”.

O projeto conta com 661.500 painéis instalados, que ocupam uma área descontínua de 320 hectares, acompanhando a orografia do terreno e mantendo corredores verdes, o que representou um desafio da engenharia para minimizar o impacto no meio ambiente. No total, 40 postos de transformação fazem a ligação entre a subestação da Central e a subestação da Rede Elétrica Nacional (REN) em Tavira.

Lançada em março de 2017, a Central Fotovoltaica Riccardo Totta – até aqui designada por Solara4 ou Central Fotovoltaica de Alcoutim – começou a ser implementada em 2019, num processo de engenharia moroso, sofreu uma paragem em 2020 devido à pandemia de covid-19 e ficou concluída este ano, tendo recebido, a 15 de setembro, a licença de exploração por parte da Direção Geral de Energia e Geologia (DGEG).

A maior central solar do país ganha o nome de Riccardo Totta, em homenagem ao proprietário do terreno que colaborou com a WElink/Solara4 para que o projeto se concretizasse.

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