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As razões dos Ingleses no volta atrás das fronteiras

O Algarve está em estado de estupefação perante o regresso à contenção das viagens de cidadãos ingleses para Portugal.

A abertura a verde tinha gerado uma aura de esperança na economia da região e tudo parecia indicar o regresso a uma normalidade capaz de recuperar o Verão, quando recebeu a notícia do novo confinamento e do fecho do corredor.

Embora nem tudo esteja perdido e estejamos dependentes de uma avaliação nos próximos dias, as restrições impostas aos turistas britânicos pelo número 10 têm a ver com a variante Delta da Covid-19 da mutação indiana.

O governo inglês, pela voz do secretário de Transportes, Grant Shapps disse ao jornal Guardian “Nós simplesmente não sabemos sobre a mutação, ou queremos arriscar”.

Tudo parece indicar que os ministros agiram para estreitar as fronteiras da Grã-Bretanha, conforme novos dados sugeriam que a variante Delta tinha muito mais probabilidade de causar doenças graves e estava a circular mais rapidamente nas escolas, salienta aquele jornal inglês.

Ao ser retirado Portugal da lista verde de países e acrescentar mais sete à vermelha, o governo de Boris Johnson provocou também a fúria interna na indústria de viagens, deixando muitos turistas no limbo.

Portugal, incluindo a Madeira e os Açores, era o único destino turístico convencional para o qual os britânicos podiam viajar sem terem de ficar em quarentena, isolados por 10 dias no regresso.

Variante Delta

Dados do dos serviços de saúde inglês, mostraram que a variante Delta, detectada pela primeira vez na Índia, é dominante no Reino Unido e responsável por 75% dos casos. 

Esta variante pode vir a causar mais doenças graves do que a variante Alfa de Covid, que tem sido dominante em todo o Reino Unido desde que foi detectada pela primeira vez em Kent no outono.