Destaque Pandemia-2020 Território

Trabalhadores romenos seguiram de Castro Marim para Castelo Branco

trabalhadores romenos

Os 15 trabalhadores romenos acolhidos pela Câmara Municipal de Castro Marim, seguiram para Castelo Branco, onde serão recebidos pela Embaixada da Roménia, anunciou o município.

Estes trabalhadores tinham sido impedidos de entrar em Espanha por não terem uma situação contratual definida. Teriam chegado ao Aeroporto de Lisboa no sábado e, depois de ter sido impedido de passar a fronteira, em Caia e na Ponte Internacional do Guadiana, rumaram a pé para Castro Marim.

As autoridades de saúde realizaram testes de despiste da COVID-19, os quais revelaram negativo e a autarquia acolheu-os, então, no Pavilhão Municipal, onde proporcionou condições de dormida, alimentação e higiene.

A câmara municipal de Castro Marim ainda tentou resolver a situação com Espanha, uma vez que era ali o local onde estas pessoas se dirigiam para trabalhar. Porém, o acordo de fronteira apenas permite a circulação de mercadorias e trabalhadores transfronteiriços. Depois de contactados outros organismos estatais, a autarquia acabou por receber resposta positiva por parte da Embaixada da Roménia, que irá acolher o grupo em Castelo Branco.

O grupo de trabalhadores agrícolas era constituído por sete mulheres e oito homens que chegaram no domingo anterior ao aeroporto da Portela, provenientes de Bucareste. Na segunda-feira, dirigiam-se, em três táxis, à fronteira do Caia. Segundo a RTP, os condutores tinham instruções precisas.

As autoridades espanholas não os deixaram passar, apesar de estarem na posse de contratos de trabalho e terem “uma autorização por parte do cônsul”, segundo afirmou Francisco Amaral, que também lembrou que a situação «transcende as competências da câmara».

Segundo o jornal POSTAL os migrantes pernoitaram em Elvas de segunda para terça-feira e, no dia seguinte, em táxis, foram em direção à fronteira do Guadiana, mas também aí foram barrados.

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