Incêndio Monchique
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Trinta mil toneladas de madeira aguardam novo desastre

Subproduto do fogo florestal de Monchique de 2018, trinta mil toneladas de madeira queimada aguardam ser cortadas ao abrigo de um protocolo com o Governo e retiradas do terreno.

O problemas de financiamento da recolha e transporte atrasam uma retirada urgente e necessária se o objetivo é prevenir,. Caso contrário fica no terreno um bomba de retardador que sairá muito mais cara em termos de eventuais prejuízos resultantes de uma diferente calamidade.

Até existe um compromisso para um protocolo entre o município e a tutela para para ser assegurado o transporte e cinco mil toneladas de madeira já cortadas e empilhadas ao longo de várias estradas da serra e a começaram a ser transportadas para a fábrica de produção de biomassa em Huelva, Espanha.

O transporte financiado pela autarquia de Monchique e o acordo para as restantes 30 mil toneladas terá como base o protocolo assinado entre o município e a Associação dos Produtores Florestais do Barlavento Algarvio.

Sobra então sobre os problema económicos, de proteção civil e de saúde pública, a questão ambiental. As árvores que não são retiradas apodrecem e podem criar um problema fitossanitário capaz de prejudicar as outras espécies e atrasar o ciclo normal do corte.

O presidente câmara municipal Rui André, ouvido pela agência Lusa, revelou que a autarquia decidiu avançar com os 45 mil euros necessários para transportar a madeira queimada, já recolhida, para uma fábrica em Espanha, porque o preço de compra deixou de cobrir os custos da operação.

Claro que a autarquia não mas não tem capacidade para custear a totalidade da recolha. Além do mais foi encerrada inesperadamente a central de biomassa mais próxima, no Cercal do Alentejo, e há ainda o facto de o valor pago por outra fábrica em Setúbal, com o aumento do custo do transporte, deixar de compensar o trabalho dos madeireiros.

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